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A cultura popular brasileira é variada e de uma beleza singular. Pernambuco, no nordeste, tem sua representação máxima. Da mistura de raças européias, indígenas e africanas surge a cultura brasileira. Ao iniciar a colonização no Brasil, africanos foram trazidos para trabalhar como escravos na plantação. O encontro entre as culturas européia, africana e indígena faz nascer outras formas de manifestações artísticas, afim de preservar os costumes oriundos dos povos africanos e indígenas, então dominados. As religiões africanas estavam proibidas de serem praticadas; surge então o sincretismo religioso atribuindo características de deuses africanos aos santos católicos.
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As cerimônias de coroação, entre as tribos africanas escravizadas no Brasil, confirmavam e coroavam seu rei e sua rainha, líderes internos das comunidades escravas, originou o maracatu nação. Ao final desse coroação dirigiam-se em procissão às autoridades portuguesas e igreja Católica.
Datam da segunda metade do século XVII e início do século XVIII, os primeiros registros dessa cerimônia religiosa nos adros das igrejas de Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá - estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil. Eram promovidos pelas irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de São Benedito. Com o passar dos anos, essas coroações e as procissões, ganharam expressão histórica e cultural para os afro-brasileiros conhecidos como Maracatu.
As roupas velhas dos senhores portugueses eram os trajes usados pelos negros no maracatu. As procissões obedeciam à estrutura hierárquica de uma côrte: o Rei, a Rainha seguidos de pajés e protegidos por lanceiros, um embaixador e porta-estandarte abrem o caminho; e, em seguida aos soberanos, vem príncipes e princesas, dama de passo, vassalos e baianas, todos vestidos à moda européia do século XVII.
Há nessa côrte uma pluralidade de significados históricos. A dama do passo carrega a calunga (boneca representante dos espíritos dos antepassados). Os guardiões da côrte são os caboclos de lança. Os gestos das baianas são em reverência aos orixás africanos. No final do cortejo vem o batuque, tocando os tambores, e o mestre cantando as loas, canto às nações africanas. |
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Rei e Rainha do Maracambuco |








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